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Me chamo Elaine Nascimento e atuo como artista visual, cenógrafa, figurinista, professora e pesquisadora. Sou doutora em Arquitetura e Urbanismo pela UFSC, possuo mestrado em Artes Cênicas pelo PPGT UFBA (2014) e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pelo PosArq UFSC (2018). Fui sócia e fundadora do escritório Estúdio Craft, onde concebi projetos de expografia e cenografia, em sua maioria para equipamentos culturais da cidade de Fortaleza /CE, minha cidade natal. Alguns deles são: projeto expográfico de “A Falta que Você Faz”, exposição realizada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha; “Reinventando a Marchetaria”, exposição com a obra do artista Silvio Rabelo; “Pinturação - Sérgio Pinheiro”, exposição da obra do artista Sérgio Pinheiro e “A Palavra e o Traço”, exposição biográfica contando um pouco da história do arquiteto e letrista Fausto Nilo. No teatro, atuei como cenógrafa nos espetáculos “Quase Nada” grupo Nóis de Teatro, “João Botão”,Direção de Fran Teixeira, Teatro Máquina, “Quem tem medo de Travesti”, do coletivo As Travestidas e direção de Silvero Pereira, “Mahagonny – Ascenção e Queda”, onde foi premiada na categoria melhor cenário no prêmio Destaques do Ano (2009) e indicada pela mesma categoria em 2010.

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Nos últimos cinco anos (2020–2025), minha trajetória acadêmica tem sido marcada por uma investigação constante sobre as relações entre cidade, corpo e espaço, com ênfase na proposição e aprofundamento do conceito de urbgrafias como metodologia de pesquisa e criação. Este percurso foi consolidado durante o doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluído em 2021, com a tese intitulada Urbgrafias: pensar no espaço da cidade que o corpo faz, sob orientação do Prof. Rodrigo Gonçalves dos Santos. Essa pesquisa aprofunda um campo de interseção entre arte, espaço e cidade, incorporando micropolíticas e práticas cartográficas que problematizam as formas tradicionais de apreensão do espaço urbano.

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Participei ainda de eventos acadêmicos nacionais e internacionais, com destaque para a Quadrienal de Praga 2023, evento voltado para as áreas das visualidades e sonoridades da cena, na qual integrei o corpo curatorial da representação brasileira com no projeto “Acreditamos nas Esquinas”. Como resultado do processo curatorial, desenvolvemos a exposição Encruzilhadas com foco na pesquisa sobre as sonoridades da cena.  Foi a primeira vez que o Brasil levou obras criadas por artistas cênicos de todas as unidades da federação, que criaram, de forma coletiva, as sete "oferendas sonoras", integrantes da exposição. (sobre a PQ’23: https://pqbrasil.org/mostra-paises-regioes-pq2023 ) O projeto foi premiado no evento como “Melhor Trabalho em Equipe”.

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Como pesquisadora-docente, minhas práticas em sala de aula também se articulam às investigações que desenvolvo. As disciplinas ministradas nos cursos de Teatro (UDESC), Arquitetura (UFU, UFSC) e Design (FANOR DeVry) foram espaços de experimentação metodológica, onde articulei processos cartográficos, práticas urbanas e cenografia. Em especial, pude ministrar a disciplina optativa sobre cenografia para o curso de Arquitetura e Urbanismo da UFU, além de abordar nas aulas temas relacionados à análise da forma e composição visual, pertinentes ao campo da cenografia e visualidades, gerando uma intercessão entre áreas e uma abordagem transdisciplinar do ensino tanto em Arquitetura quanto em Artes.

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Por fim, destaco que meu trabalho tem buscado afirmar a pesquisa como prática implicada, sensível e situada, que emerge do corpo e da cidade em atravessamentos constantes. A urbgrafia, enquanto dispositivo conceitual, tem se consolidado como uma contribuição metodológica singular no campo das artes, da arquitetura e do urbanismo, e sigo investindo na sua articulação com ensino, extensão e criação.

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